Soundcheck é o teste do som, feito antes do acesso do público ao local do show. Oportunidade de músicos e técnicos checarem equipamento e palco. Por influência de nossos hermanos do Prata, há quem chame - no sul - de "prova de som".
Eu e minha geração falamos "passagem de som" (o que me traz à mente a imagem nada a ver de um som passando (Efeito Doppler é o seguinte: quando um som é emitido por uma fonte em movimento em relação ao receptor, este ouve uma mudança de tom: mais agudo ao se aproximar, mais grave ao afastar-se (é a deformação de som que a gente percebe quando passa uma ambulância (a comprovação científica foi obtida numa experiência, em 1845, em que uma locomotiva puxava um vagão com vários trompetistas (wikipedia))))).
Há um dito corrente entre músicos afirmando jocosamente que "quando o equipamento é bom, não precisa passar som; quando é ruim, não adianta".
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"Não precisa" e "não adianta" formam as margens de um abismo onde muita coisa cai e se perde. Há momentos em que a própria palavra mergulha nesse buraco negro.
Quando pintam assuntos palpitantes (as manifestações de rua, por exemplo) rolam papos (nas redes sociais sobretudo, mas não por culpa delas) em que as opiniões ficam cada vez mais simplificadas, esquemáticas e rasteiras. Junta-se num canto do ringue quem pensa assim e no outro, quem pensa assado. No meio, um imenso vazio onde a palavra perde o que tem de mais legal, a possibilidade de criar pontes.
Fica a impressão de que entre "torcedores" da mesma ideia, a palavra é desnecessária e entre "torcedores" de ideias diferente, ela é inútil. E vai pro saco a chance de sacar e comentar sutilezas (nada sutis) que resumem num ponto com alta densidade de significados o que parece se diluir no quadro geral. Oportunidade perdida, uma pena...
Quando pintam assuntos palpitantes (as manifestações de rua, por exemplo) rolam papos (nas redes sociais sobretudo, mas não por culpa delas) em que as opiniões ficam cada vez mais simplificadas, esquemáticas e rasteiras. Junta-se num canto do ringue quem pensa assim e no outro, quem pensa assado. No meio, um imenso vazio onde a palavra perde o que tem de mais legal, a possibilidade de criar pontes.
Fica a impressão de que entre "torcedores" da mesma ideia, a palavra é desnecessária e entre "torcedores" de ideias diferente, ela é inútil. E vai pro saco a chance de sacar e comentar sutilezas (nada sutis) que resumem num ponto com alta densidade de significados o que parece se diluir no quadro geral. Oportunidade perdida, uma pena...
( A mega-empresa de material esportivo que patrocina o torneio que a FIFA está fazendo no Brasil coloca no ar, no intervalo dos jogos, uma propaganda que - seguindo a cartilha de marketing das grandes corporações que querem falar à juventude - usa alguns clichês de malandragem de rua. No fim do anúncio, um coquetel Molotov é arremessado numa pilha de aparelhos de TV. Se entendi o roteiro da propaganda, trata-se de um pesadelo de um dos jogadores patrocinados pela marca. Que ironia... ).
abraços
18jun2013
p.s: E segue a tour HG2013. Sexta e sábado estarei no Paraná: Campo Mourão e Curitiba. À capital, volto depois de 1987, 88, 89, 90, 91, 94, 95, 96, 98, 99, 2001, 02, 05, 06, 08, 09, 10, 11 e 2012. Quem foi? Quem vai? Abaixo fotos de algumas destas passagens.
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| 1989ago soundcheck |
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| 1995mai |
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| 1995dez |
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| 1999nov |
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| 2002mai |
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| 2005dez |
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| 2006set |
| 2008mai soundcheck |
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| 2009set |
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| 2010mai |
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| 2012jul |



































